Silxata's Blog

Porque eu seria menos sem as palavras.

Como sementes…

valer a pena
(…)
– E por acaso não somos agricultores? Ela respondeu, indagando-o. E ele incrédulo, acerca da afirmativa quase absurda , franziu o cenho. E disse, numa expressão desdenhosa:
– Agricultores?
– Sim, agricultores. Nós aramos a terra da vida alheia, conquistando espaços e trilhas, para em seguida, depositar sementes, que nada mais são do que nossas intenções em estar ali, regamos de palavras, atitudes e emoções…esperamos enraizar, florescer, colorir o horizonte…e depois, bem, só depois é que colhemos. E este ponto, esta última parte da semeadura, nem sempre é a resposta da semente que lançamos, porque também depende do quão receptivo e maduro é este solo. Entende?
Ele assentiu com a cabeça, silencioso, olhos brilhando, maravilhado com o novo mundo que se abria dentro de si.
Naquela noite, o pequenino sonhou, sonhou que era uma folha de papel, repleta de branco, mas sabia que não estava vazia, estava cheia de todas as cores possíveis. Ele só precisava reconhecer o estímulo que seria capaz de lhe dar a cor que escolhera refletir ao mundo.
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Sobre enxergar o pensamento…

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Ela sempre teve o hábito de falar. E o fazia de forma exagerada, que sufocava as pessoas. Então numa noite qualquer de um dia cansado ela se viu insone, apavorada com a necessidade de dormir e com a ausência de sono, ficou em silêncio. Um silêncio gritante dentro dela. As palavras gritavam em sua mente, reivindicavam a condição abstrata de sua existência. Palavras, frases, personagens. E então ela as ouviu. E entendeu que as abrigava na mais forte das prisões, em que grades e correntes são insignificantes: sua mente.

Ela as libertou para o mundo, através dos dedos. Os mesmos que agora correm nervosos, livres, por teclados e folhas avulsas. As palavras materializaram as ideias, deram formas, significados e vida.

Escrever era sua forma de se entender, se escutar. De enxergar seus “pensamentos”. Passou a ser seu remédio. E depois desta descoberta não haveria mais campos tortuosos em que não se confessasse a elas antes do mundo. Estaria rumo ao seu auto-conhecimento. E esta constatação levou um brilho quase infantil aos seus olhos, cansados, mas de felicidade.

As palavras, que sempre foram sua essência, uma poderosa arma de transformação, agora permitem noites dormidas e diálogos sóbrios.

A menina continua acreditando na força delas. E nunca as pronuncia fonetica/graficamente sem profunda veracidade. Ainda que tantos e muitos façam isto com incrível habilidade e frequência. Fé em sua verdade, sempre.

Deise Duarte (Minha Dê), Estou de volta!

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Mulheres Plásticas?

“Não existe mulher feia, existe mulher pobre”

Há dois fatos razoáveis acerca da beleza. Um é que a percepção da mesma é subjetiva e outro é que parece perfeitamente “comprável”. Nós, mulheres, sempre sofremos por algum tipo de abuso social, em outras épocas, por uma opressão machista declarada, e agora, em tempos atuais, após a revolta dos sutiãs e afins, a mulher finalmente vive seu lugar ao sol na sociedade, se acotovelando por um espaço no mundo dominado pelos cuecas, o que alguns chamariam de direito conquistado. Bem, não estou aqui para enaltecer ou depreciar os fins desta luta, talvez em um outro momento, ok? Então, sobre a citação supracitada temos que, em linhas grosseiramente gerais, o que é belo para uns não é para outros e vice-versa, daí a subjetividade. E quanto ao quesito “comprável”, me refiro a esta “beleza” estampada em todos os veículos de comunicação, em que mulheres “plastificadas” exibem seus corpos, caras e cabelos cuidadosamente (lê-se cirurgicamente) esculturais.

Não, eu não sou uma destas ativistas pró-feminismo de posturas radicais ou quaisquer designações do gênero, mas considero no mínimo questionável ter uma beleza adquirida em suaves prestações de 100x com/sem juros e ainda assim ser a bela/gostosa/mulher-fruta da vez. Porque se for assim, a citação acima é uma verdade absoluta, e aquela senhora desgrenhada, com algumas dezenas que quilos sobrando, esparramada no sofá que escuta o marido elogiando as manequins da vez, exibirem seus silicones, botox, e curvas pinçadas é uma “bela de uma gostosa fruta camuflada”, esperando pela metamorfose.

E a propósito, não sou nenhuma perfeita e tal, assim como não sou contra procedimentos cirúrgicos estéticos, mas o velho bom senso me parece razoável neste caso, tal como em tudo nesta vida. Porque às vezes me parece que aquela opressão social da mulher estilo “Amélia”, agora vem ultrajada com o estereótipo da mulher “Fruta”.

Acredito que ser um CORPO não pode ser mais importante do que ser um INDIVÍDUO, e que isto compreende ter qualidades, defeitos, sentimentos, reflexões,etc, etc, etc…

Bunda não fala e quando tenta estabelecer algum tipo de comunicação geralmente só sai MERDA!

 

 

 

 

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Sobre o tempo que insiste em passar…

É um privilégio estar VIVO, ter o poder se escolher e seguir suas escolhas…de simplesmente ir ao encontro de seu presente-futuro através de seus próprios meios.
Tem muita gente só SOBREVIVENDO por aí, repetindo os dias, como se fossem eternos e sempre tivessem o TEMPO para adiar, para o depois…

O tempo cronometrado é uma invenção humana, talvez para dar a idéia de que tem algum nível de controle sobre, para realizar algo…

Mas, vou te contar um segredo, ele simplesmente não espera, não entende sua hesitação ou receio de arriscar mais. É impiedoso. Quando você parar para pensar nele, já foi.

E se você anda por aí, como os demais, apenas na superfície das coisas, acuado em sua medíocre zona de conforto, esperando pela oportunidade alheia de SER um usuário da SUA PRÓPRIA VIDA, é um forte candidado a não ter nenhuma história para contar, nenhuma cicatriz de batalha, nem lembranças, nem saudades…

Talvez algum dinheiro, algum status…para morrer igualmente a qualquer ser humano que nunca os teve.

Porque quando você for embora, de que adiantará a sobrevivência?

O tempo não espera pelos seus medos.

 

 

O menino do tempo anda rondando os que o usam como desculpa para não viver…ele o mantém distraído no relógio, enquanto sua vida vai se dissolvendo lá fora. (S.D.)

 

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Se não mata, me torna mais forte!

Digitando e deletando…digitando e deletando…

Tentando organizar as idéias.

Organizar o turbilhão de mudanças e acontecimentos os quais simplesmente surgiram em minha vida. E eu, a euzinha que vos fala, teve que ter que aprender a “nadar” sendo arremessada em profundidades consideráveis e sem opção alguma de bote salva-vidas.  O que nos leva a uma necessidade íntima de sobrevivência, já que foi a mesma que me salvou. Sim, salvou, porque estive mal, estive realmente nas “profundezas  do fundo do poço” (algo como o magma da terra, ou um estágio subjacente do inferno…hipérbole?), aquilo que lá foram, no mundo das pessoas alheias a nós,  também é conhecido como auto-destruição. Estranho, né? Iniciar um processo de auto-destruição…O.K.! Nós, seres humanos desenvolvidos, fazemos isso fisiologicamente, porém, geralmente, em percentuais quase imperceptíveis. Mas, no caso em questão, me refiro a auto-destruição no âmbito: sofrimento amoroso, psicológico, emocional…blá-blá-blá!

Todo mundo um dia já sofreu por amor e para você que está sentado em sua poltrona confortável e mãos ensebadas de doritos  com o sorrisinho de auto confiança de que “essas coisas nunca irão acontecer comigo“. SORRY! Você passará por isso um dia, a menos que nunca ame…e neste caso, é bem mais lamentável ainda.

O fato é que meu namoro de 7 a nos e 7 meses teve o ponto final da história, o último pingo do “i”, o “final lap”. Claro que agora estou na situação confortável de ser sarcástica e/ou apreciadora de humor negro com minha própria dor…mas é que eu sobrevivi e é necessário acrescentar que faz aproximadamente 7 meses (alguma maldição com o número 7????) que isto aconteceu. Ahhhhhhhhhhhhh…ASSIM FICA FÁCIL, NÉ? FÁCIL UMA PORRA! É FODAAAAA! Mas passa…independente do tempo…passa!

Não mata, muito embora alguns tentem facilitar este acontecimento com lâminas, saltar de prédios (sem dispositivos de segurança), overdoses…e tals!  E como dizem, “O que não me mata, me torna mais forte” de fato é clichê, mas funciona para aqueles que escolhem crescer com a experiência. SIM, é uma escolha…talvez não seja uma opção visitar seu próprio “fundo do poço”, mas o seu tempo de estadia por lá é uma decisão sua, certamente. Ficar no cantinho da parede curtindo a vibe da “auto-piedade” é um prefácio generoso para destruição fulminante de sua vida. E diga-se de passagem, é realmente muito fácil. Há razões de sobra para viajar em  “motivos pelos quais ele não me ama mais”, porque temos servido em prato suculento, uma coisa chamada IMAGINAÇÃO! Então, se você que está lendo agora “meu diário de bordo da fossa póstuma”,   pode ser, isto significa que existe uma possibilidade (a qual não irei fazer as contas probabilísticas, uma vez que sou péssima com números…)  que meu relato ajude de alguma forma…mesmo que não mude efetivamente em  nada em sua vida, ao menos sirva de mais uma integrante para o seu “time dos fosseiros de plantão” (no meu caso, me resigno a ex pertencente  deste time…sorry!?).

O fato é que há muita vida depois de “um  grande amor”… aliás, o grande problema é acharmos que temos que ser parte/metade/lado/banda de um um outro indivíduo. O que não faz nenhum sentido, já que se é indivíduo, ele deve ser ímpar, antes de formar um par com alguém, com um outro ímpar. E que juntos, não se anulam, não se limitam, se relacionam…dois mundos que interagem, que compartilham e crescem. Eu chamaria de “amor saudável”, que nos permite a liberdade do SER, sem a restrição de proporcionar, de estar ali para prover uma necessidade, preencher um vazio, o famoso apego, que geralmente é o fio tênue que mantém muitos relacionamentos duradouros e falidos, diga-se de passagem…

Daí chegamos a tão bem discutida política do amor-próprio, que em teoria é usada como discurso, porque muitos não vivenciam este pré-requisito para os que querem sobreviver ao “mundo lá fora“.  Ignoram, andam chutando como uma bola de papel incômoda no meio do caminho…mas, é uma daquelas mentirinhas que inventamos para nós mesmos e que mais dia, menos dia, a fatura chega, saca? E pode ser com dígitos generosos…porém no entanto, todavia, alguns insistem em protelar este “ajuste de contas” e se arrastam com relacionamentos problemáticos, sempre contando com a ausência de amor-próprio, proporcionando “doces experiências”.

Então era só isso  que eu tinha para relatar…Para quem pretende sobreviver, comece com a  prática do manual do AMOR-PRÓPRIO!

Um sofrimento imprescindível!

Que arranha, mas não mata!

Abraço a todos!

Recado direcionado: As minhas amigas-irmãs: Monique e Marina, obrigada por permanecerem em minha vida…em dias tempestuosos, também. AMO! A minha família, em especial: Sandra e Lordana…

E todos os meus grandes amigos que estiveram aqui aturando as “pedras no meio do caminho” ao meu lado! Viu, Ti?

p.s.: Dê, pra vc sempre…

Inté!

Além do horizonte existe um lugar…

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Antes que aquele dia termine…

Antes que o dia acabe e com ele esta sensação de plenitude. Que eu possa concretizá-lo em palavras. Que este sentir seja passível de palavras escritas, como se o sentir fosse palpável.

Havia uma sensação que nos unia, mas acima disso um sentimento. O de compartilhar esta sensação, o que é bem diferente. Como se houvesse trilha-sonora e como se estivéssemos em um filme, as cores e formas eram consistentes, e não era a visão que nos mostrava isto. Era a energia que emanava daquela natureza ao redor. A natureza que nós mesmos somos, mas não percebemos em decorrência da naturalização das coisas cotidianas. E que estava ali o tempo todo esperando pela CONEXÃO. Mas para que a mesma exista, é necessária uma série de fatores atrelados, entre eles, e o principal, as pessoas, é preciso estar com as pessoas certas. As quais se pressupõem uma ligação – não me refiro as ligações de conveniências, tão costumeiras – refiro-me ao sentir, que exista amor entre as supracitadas. Porque quando a sensação chega, ela vem acompanhada do sentimento entre estas pessoas, por isso é consistente, e portanto existe um sentido em se sentir.

Morre-se de rir, de um andar estranho, de uma gargalhada extravagante, de uma “frase de efeito”, ou simplesmente de estar “se passando”. Não faz sentido algum viver isso tudo, sabendo que é ímpar de fato, sem o registro merecido do ocorrido.

Que se registre nas memórias vagas da senilidade, ou em uma foto amarelada, e certamente nas inúmeras referências “aquele dia lá no madeiro”. Pois é, só que eu estive lá, com minhas amigas-do-caralho, e elas estavam lá plenamente, no dia, hora e lugar. Nós existimos naquele mundo que já existia muito antes de sabermos o que era existir.

Foi “naquele dia lá no madeiro”, o sol jazia tímido entre as nuvens em um inesquecível pôr-do-sol…

Dê, quando você vier, a gente vai lá…tá????

Bjocas!

Inté mais…

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“Sinta amor ou sinta dor, mas sinta alguma coisa”

Você com sua embalagem elegante, desfila.

Mas quem vê sua alma, seus valores, seus amores?

Quem enxerga as grandes questões? Ou o modo de vislumbrar as perspectivas?

Quem transcende as evidências… E insiste em tentar ver o mundo com lentes de aumento.

São as sensações ou os sentimentos que unificam os seres!?

São as certezas ou as dúvidas!?

A maioria vislumbra paisagens, não constituição.

A menina que ama tão visceralmente acredita. Ela quer realmente acreditar nisso.

Que as pessoas não são moldes ambulantes, pedaços de alguma coisa, que estão ali para prover sensações. Ela pensa que demanda tempo para o encaixe perfeito das lentes, que permita o discernimento adequado. Aliás, adequado parece um excelente termo. Parece até um conceito. Ela quer compartilhar a intimidade de um banho de chuva, numa tarde preguiçosa, com pingos fortes e frios. E careta para o nascer do sol em uma praia qualquer, com os pés enterrados na areia movediça. Ou um cantil durante exaustivas trilhas. Ou o torpor de um psicoativo. Ou a embriaguez de um orgasmo. Um abraço de saudade. E um sorriso de tristeza. Ela quer que o amor seja infinito e a verdade absoluta.

Quer que ame suas palavras, suas crises, seus medos, seu modo de amar e de odiar. Ela quer correr o risco e ter o benefício da dúvida. Escutar a mesma canção incontáveis vezes e rir até ficar sem fôlego. Ela quer ser histérica, errar, ser humana e sofrer com os erros, porque ela sabe o quanto são edificantes, muito embora tenha cicatrizes suficientes para dissuadi-la de continuar. Ela quer a lágrima de honestidade, o abraço sufocante e o beijo vertiginoso. Ela quer a desordem das paixões avassaladoras. E a nobreza dos amores eternos. E que seja infinito o sabor de chocolate derretido na boca. E o aroma de menta na boca matinal. E que o abraço dure o tamanho de um saudade. E a felicidade o reflexo do infinito.

Não existem mais justificativas de minhas ausências, muito embora sejam extremamente consistentes…kkkk

p.s. Dê, eu sei que você não desiste de mim! Super I Love you!

p.s. 2 EXTREMAMENTE OCUPADA…com inúmeros textos para publicação…

p.s.3 Desconheço o autor desta frase…aberta a informações.

Sem mais delongas…inté!

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Cine, conversa e tals…

 

 

Ok.

 

Estou viva.  Apesar da ausência de indícios internáuticos, suficientes com post´s atualizados…logo (acho) resolverei esta questão. Se bem, que, eu já havia meio que prometido isso, em outras ocasiões, as quais, evidentemente, falhei…mas enfim, esta mania de “promessas” jamais cumpridas vem da época de começar dietas+academia às segundas-feiras…foda.

 

Ando demasiadamente preguiçosa, e sem inspiração para “observações dignas de nota”, coisas que justifico com um “tô sem tempo”. Embora não seja, totalmente, inválido. O fato é que ando penando com minha pós-graduação que me consome “trocados” consideráveis e finais de semana intermináveis…também, estou em um curso extensivo de cinema na universidade (UFRN), com o qual tenho me identificado profundamente… e antes o que parecia apenas uma paixonite mal bem resolvida, aparece como uma idolatria em minha vida…

É isso mesmo, eu IDOLATRO cinema… “ei, cinema, eu sou sua fã, cara!” Nunquinha em minha vida, fui fã de algo, e apesar deste termo brega de adoradoras de coisas provenientes da malhação e tals, acho mega adequado, uma vez que eu nem poderia usar termos intelectualóides do tipo “cinéfila”, já que não me considero uma profunda conhecedora para tanto, mas este é , certamente um dos itens a serem alcançados na lista   “do que eu quero ser quando crescer”.

Mas enquanto este dia não chega, e eu não consumo pelo menos uma fatia generosa de todos os, humanamente, possíveis de assistir até o último dia de minhas trocas gasosas, vou ficando com minhas viagens cinematográficas ao mundo das verdades ficcionadas…

 

A isto, uma nova categoria. “SÉTIMA ARTE”

 

p.s. Beijo para minha linda “DÊ” (saudades…saudades…saudades).

p.s. 2 E obviamente, pro Chicuta, já que ele foi um futuro pretendente em outra realidade…embora seja um pouco cafajeste, é verdade….rsrsrsrsrs

 

Inté daqui há algumas dezenas de semanas…

(Porque eu amo esse filme…”O fabuloso destino de Amelie Poulan”).

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Os novos donos da rua…

Antes amaldiçoávamos a prévia do sinal vermelho ao nos depararmos com o intrigante amarelo. Mal sabíamos que as coisas poderiam piorar…não bastam os furtos, assaltos, sequestros (?) na ocasião deste momento de alguns minutos, em que estamos expostos. Aliás estamos em 2010 (eu que em minha infância em “BARBACENA” imaginava que nunca chegaria o ano de 2000!!!) e surgem as novas tendências, uma  nova geração de “trabalhadores”, em valores estatísticos eles representam a fatia generosa de “trabalho informal”, pois bem, o fato é  que o sinal vermelho tornou-se o alerta não só de ocasiões para ocorrência de pequenos-grandes-crimes, mas também de jovens, crianças, velhos, gestantes, se acotovelarem com o kit: “rodinho+garrafinha de água” arremessando,”gentilmente”, um jato de água nos para-brisas, antes mesmo de termos notado a presença deles, ainda que estejam reluzentes de tão limpo eles simplesmente chegam mais rápido do que depressa, esfregando e puxando a água para todo lado…ainda existem tentativas de sinalizar que não precisa e tals…como indicar o dedo polegar para baixo, ou um simples não, mas…já era.

Eles só pedem um trocadinho para ajudar, mas em algumas situações (aquelas em que não há se quer um trocado na bolsa…) eles fazem caras e bocas e se brincar você pode ter seu carro batizado com alguns desenhos geométricos na pintura. Este ciclo aconteça em absolutamente todos os sinais, imaginem só naquelas extensas avenidas em que há zilhões de sinais? Não importa o horário, nem o dia da semana..eles estão a postos, sempre.

Ok, eu sei que “é melhor do que estarem roubando e tals”, mas existe um limite, não deve ser uma coisa imposta, não deveríamos nos sentir ameaçados por isto também? Já não há riscos suficientes em uma paradinha de poucos minutos no sinal?

Outra colocação pertinente sobre as “novas profissões” refere-se a INEXISTÊNCIA de estacionamentos públicos…rua? pública?. De modo algum, todos os buracos já constam um meliante com uma flanelinha, gesticulando e dando dicas de como fazer uma baliza. Eles ficam “olhando seu carro”, enquanto você aproveita a noite e ao regressar ele anda trocentos quiômetros da “guarita” imaginária  em que ele “vigiava” seu veículo e aguarda o pagamento. Eu diria que não é nem remotamente inteligente estar ao lado de uma criatura dessas de madrugada em uma rua deserta, por isso, tenha sempre um trocadinho, ok?

Esse surto de novos empreendimentos os colocam na categoria de “donos da rua“, afinal de contas ser pública é um pré-requisito para a privatização… não?

O meu achismo me diz que deve ser tomada uma providência, mas ele também me informa que este problema também será ignorado até que alguma pessoa bem mais importante do que uma “reles-eu” seja vítima!

Enquato isso, mantenham seus pertences espremidos no assoalho traseiro de seus veículos, além de andarem sempre com o trocadinho para pagamento dos serviços…

Abraços!

Inté!

p.s. Este é o único de hoje.

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Sobre meninas e medos…

Eu sou uma das pessoas mais medrosas que conheço.

Odeio dormir sozinha no quarto. Odeio baratas e seres rastejantes, com ou sem “pernas”…e se tiverem “acessórios” como asas, pronto, tá feito os motivos de berros e cabos de vassoura pelos cantos da casa. Ok,  outra informação pertinente é que, infelizmente, os monstros da infância ainda vivem no armário, e de baixo da minha cama, e é claro, naquele cantinho escuro do quarto que fica com uma sombra estranha e sugestiva, que a gente fica tentando identificar no escuro (o que se torna quase impossível para uma míope como eu…maldição!). Sim, antes que alguém se manifeste por aí, alegando o meu “teor” de ceticismo outrora, eu me antecipo a dizer que minha imaginação é uma maldição imensurável na arte de me pregar peças, então, embora, eu idolatre minhas conexões nervosas, elas adoram “joguinhos lúdicos”, saca?…aqueles do tipo que você vai ao banheiro e o silêncio da casa é severo demais para ser inofensivo e ainda por cima o relógio ostenta 03:00 da manhã (não é 2 e pouco , nem 3 e pouco…é 3!!!!!). Maldição!  Eu sei, eu sei, é imbecil, mas, infelizmente é uma verdade que cospe em minha cara (enquanto eu escrevo aqui e me preparo para a última micção da madruga, antes de dormir… Medo).

Eu detesto altura…não chega a ser fobia (quer dizer, eu acho que não…), mas não existe “pular de bang jump” no meu dicionário, existe ser arremessada ao nada em queda livre…certamente eu diria “Eu fui jogada de bang jump”, porque não haveria outro modo de vislumbrar aquela vista entorpecida de adrenalina se eu não fosse arremessada…o mesmo eu diria, a respeito de pára-quedas e todas as coisas que possam envolver ingredientes para “esportes radicais”. Acho interessante a coragem dos que curtem as “lombras  adrenalínicas”, mas neste quesito eu prefiro a comodidade do Nintendo Wii. Óbvio que não é a mesma coisa, mas a gente faz o que pode, né? E tem a imaginação para pregar peças…tem que servir para mais alguma coisa além de causar medos idiotas, oras.

E embora eu morra de medo de “histórias de trancoso”, eu sempre fico até o final das mesmas, ainda que depois eu fique espreitando os “monstros-do-armário”…

Eu tenho medo de pensar  que um dia não existirei mais…nem as pessoas que fizeram diferença em minha vida. Tenho medo de que elas também não existirão. Claro, existem lembranças (físicas e emocionais)…mas eu me refiro a idéia de que um dia simplesmente não existirei mais…e aí, para aonde iria? O Google (Deus contemporâneo…prático, quase confiável e gratuito) certamente tem trilhões de perguntas, respostas, site’s e muito blá blá blá, mas nenhuma certeza, apenas suposições…se for assim, eu também tenho as minhas, oras. Mas, enfim, isso aqui vai enveredar por coisas religiosas e isso está anos-luz de ser minha intenção…

A única certeza que tenho é que nascemos com data de validade e que o monstro-do-armário, não!

[MEDO]

p.s. Recadinho direcionado: Dê, leia o livro e os filmes que eu te indiquei…

p.s.2 Sem inspiração para “p.s.’s”.

Inté!

A única certeza que tenho é que nascemos com data de validade

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