Antes que aquele dia termine…

Antes que aquele dia termine…

Antes que o dia acabe e com ele esta sensação de plenitude. Que eu possa concretizá-lo em palavras. Que este sentir seja passível de palavras escritas, como se o sentir fosse palpável.

Havia uma sensação que nos unia, mas acima disso um sentimento. O de compartilhar esta sensação, o que é bem diferente. Como se houvesse trilha-sonora e como se estivéssemos em um filme, as cores e formas eram consistentes, e não era a visão que nos mostrava isto. Era a energia que emanava daquela natureza ao redor. A natureza que nós mesmos somos, mas não percebemos em decorrência da naturalização das coisas cotidianas. E que estava ali o tempo todo esperando pela CONEXÃO. Mas para que a mesma exista, é necessária uma série de fatores atrelados, entre eles, e o principal, as pessoas, é preciso estar com as pessoas certas. As quais se pressupõem uma ligação – não me refiro as ligações de conveniências, tão costumeiras – refiro-me ao sentir, que exista amor entre as supracitadas. Porque quando a sensação chega, ela vem acompanhada do sentimento entre estas pessoas, por isso é consistente, e portanto existe um sentido em se sentir.

Morre-se de rir, de um andar estranho, de uma gargalhada extravagante, de uma “frase de efeito”, ou simplesmente de estar “se passando”. Não faz sentido algum viver isso tudo, sabendo que é ímpar de fato, sem o registro merecido do ocorrido.

Que se registre nas memórias vagas da senilidade, ou em uma foto amarelada, e certamente nas inúmeras referências “aquele dia lá no madeiro”. Pois é, só que eu estive lá, com minhas amigas-do-caralho, e elas estavam lá plenamente, no dia, hora e lugar. Nós existimos naquele mundo que já existia muito antes de sabermos o que era existir.

Foi “naquele dia lá no madeiro”, o sol jazia tímido entre as nuvens em um inesquecível pôr-do-sol…

Dê, quando você vier, a gente vai lá…tá????

Bjocas!

Inté mais…

Sobre silxata

Preservo um princípio básico de sinceridade... As pessoas que ficam em minha vida, decididamente, precisam salientar esta qualidade. Sou intensa, cética, crítica, melosamente sensível as vezes, acho que amo demasiadamente, mas só me sinto inteira ser for de verdade. Não sei fazer média, não sou educada com quem julgo não merecer e falo mais palavrões do que a sociedade julga ser "aceito". Focinho de cachorro, grama molhada, chuva, mar, penumbra, inteligência, conversas filosóficas ou idiotas, livro velho, livro novo, saudade, luminária, psicodelia, abraço, cheiro, sabor,beijo, sexo, amizade, família, música, cinema, chocolate, pizza, dormir tarde, acordar tarde, rasteirinha, cabelos esvoaçantes, amor, paixão, ódio, ciência, verdade, sarcasmo, gargalhadas, risadas, lágrimas, mudar, viajar, conhecer, saber, reconhecer, respeito, coragem, liberdade, sentidos, memórias, espontaneidade, escrever, falar, declarações de amor em páginas esquecidas, fofo, humor negro, palavras, exclamações, interrogações, reticências. Tudo que vem espontaneamente guarda a essência da verdade (Silmara Dantas). Face: http://www.facebook.com/silmaradantas Há muito eu fui algo que hoje não sou mais...e certamente serei sempre uma estranha a respeito do que já fui ontem. Que bom, hein?

2 respostas »

  1. Me arrepieii! Lindo o post e lembro bem desse dia que você e suas amigas-do-caralho foram juntas para o madeiro e só ouvi risadas e mais risadas… as fotos então não negam. E essa energia é linda.
    Beijão! :)

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