Antes que o dia acabe e com ele esta sensação de plenitude. Que eu possa concretizá-lo em palavras. Que este sentir seja passível de palavras escritas, como se o sentir fosse palpável.
Havia uma sensação que nos unia, mas acima disso um sentimento. O de compartilhar esta sensação, o que é bem diferente. Como se houvesse trilha-sonora e como se estivéssemos em um filme, as cores e formas eram consistentes, e não era a visão que nos mostrava isto. Era a energia que emanava daquela natureza ao redor. A natureza que nós mesmos somos, mas não percebemos em decorrência da naturalização das coisas cotidianas. E que estava ali o tempo todo esperando pela CONEXÃO. Mas para que a mesma exista, é necessária uma série de fatores atrelados, entre eles, e o principal, as pessoas, é preciso estar com as pessoas certas. As quais se pressupõem uma ligação – não me refiro as ligações de conveniências, tão costumeiras – refiro-me ao sentir, que exista amor entre as supracitadas. Porque quando a sensação chega, ela vem acompanhada do sentimento entre estas pessoas, por isso é consistente, e portanto existe um sentido em se sentir.
Morre-se de rir, de um andar estranho, de uma gargalhada extravagante, de uma “frase de efeito”, ou simplesmente de estar “se passando”. Não faz sentido algum viver isso tudo, sabendo que é ímpar de fato, sem o registro merecido do ocorrido.
Que se registre nas memórias vagas da senilidade, ou em uma foto amarelada, e certamente nas inúmeras referências “aquele dia lá no madeiro”. Pois é, só que eu estive lá, com minhas amigas-do-caralho, e elas estavam lá plenamente, no dia, hora e lugar. Nós existimos naquele mundo que já existia muito antes de sabermos o que era existir.
Foi “naquele dia lá no madeiro”, o sol jazia tímido entre as nuvens em um inesquecível pôr-do-sol…
Dê, quando você vier, a gente vai lá…tá????
Bjocas!
Inté mais…

