Arquivos Mensais:abril 2010

Os novos donos da rua…

Os novos donos da rua…

Antes amaldiçoávamos a prévia do sinal vermelho ao nos depararmos com o intrigante amarelo. Mal sabíamos que as coisas poderiam piorar…não bastam os furtos, assaltos, sequestros (?) na ocasião deste momento de alguns minutos, em que estamos expostos. Aliás estamos em 2010 (eu que em minha infância em “BARBACENA” imaginava que nunca chegaria o ano de 2000!!!) e surgem as novas tendências, uma  nova geração de “trabalhadores”, em valores estatísticos eles representam a fatia generosa de “trabalho informal”, pois bem, o fato é  que o sinal vermelho tornou-se o alerta não só de ocasiões para ocorrência de pequenos-grandes-crimes, mas também de jovens, crianças, velhos, gestantes, se acotovelarem com o kit: “rodinho+garrafinha de água” arremessando,”gentilmente”, um jato de água nos para-brisas, antes mesmo de termos notado a presença deles, ainda que estejam reluzentes de tão limpo eles simplesmente chegam mais rápido do que depressa, esfregando e puxando a água para todo lado…ainda existem tentativas de sinalizar que não precisa e tals…como indicar o dedo polegar para baixo, ou um simples não, mas…já era.

Eles só pedem um trocadinho para ajudar, mas em algumas situações (aquelas em que não há se quer um trocado na bolsa…) eles fazem caras e bocas e se brincar você pode ter seu carro batizado com alguns desenhos geométricos na pintura. Este ciclo aconteça em absolutamente todos os sinais, imaginem só naquelas extensas avenidas em que há zilhões de sinais? Não importa o horário, nem o dia da semana..eles estão a postos, sempre.

Ok, eu sei que “é melhor do que estarem roubando e tals”, mas existe um limite, não deve ser uma coisa imposta, não deveríamos nos sentir ameaçados por isto também? Já não há riscos suficientes em uma paradinha de poucos minutos no sinal?

Outra colocação pertinente sobre as “novas profissões” refere-se a INEXISTÊNCIA de estacionamentos públicos…rua? pública?. De modo algum, todos os buracos já constam um meliante com uma flanelinha, gesticulando e dando dicas de como fazer uma baliza. Eles ficam “olhando seu carro”, enquanto você aproveita a noite e ao regressar ele anda trocentos quiômetros da “guarita” imaginária  em que ele “vigiava” seu veículo e aguarda o pagamento. Eu diria que não é nem remotamente inteligente estar ao lado de uma criatura dessas de madrugada em uma rua deserta, por isso, tenha sempre um trocadinho, ok?

Esse surto de novos empreendimentos os colocam na categoria de “donos da rua“, afinal de contas ser pública é um pré-requisito para a privatização… não?

O meu achismo me diz que deve ser tomada uma providência, mas ele também me informa que este problema também será ignorado até que alguma pessoa bem mais importante do que uma “reles-eu” seja vítima!

Enquato isso, mantenham seus pertences espremidos no assoalho traseiro de seus veículos, além de andarem sempre com o trocadinho para pagamento dos serviços…

Abraços!

Inté!

p.s. Este é o único de hoje.

Sobre meninas e medos…

Sobre meninas e medos…

Eu sou uma das pessoas mais medrosas que conheço.

Odeio dormir sozinha no quarto. Odeio baratas e seres rastejantes, com ou sem “pernas”…e se tiverem “acessórios” como asas, pronto, tá feito os motivos de berros e cabos de vassoura pelos cantos da casa. Ok,  outra informação pertinente é que, infelizmente, os monstros da infância ainda vivem no armário, e de baixo da minha cama, e é claro, naquele cantinho escuro do quarto que fica com uma sombra estranha e sugestiva, que a gente fica tentando identificar no escuro (o que se torna quase impossível para uma míope como eu…maldição!). Sim, antes que alguém se manifeste por aí, alegando o meu “teor” de ceticismo outrora, eu me antecipo a dizer que minha imaginação é uma maldição imensurável na arte de me pregar peças, então, embora, eu idolatre minhas conexões nervosas, elas adoram “joguinhos lúdicos”, saca?…aqueles do tipo que você vai ao banheiro e o silêncio da casa é severo demais para ser inofensivo e ainda por cima o relógio ostenta 03:00 da manhã (não é 2 e pouco , nem 3 e pouco…é 3!!!!!). Maldição!  Eu sei, eu sei, é imbecil, mas, infelizmente é uma verdade que cospe em minha cara (enquanto eu escrevo aqui e me preparo para a última micção da madruga, antes de dormir… Medo).

Eu detesto altura…não chega a ser fobia (quer dizer, eu acho que não…), mas não existe “pular de bang jump” no meu dicionário, existe ser arremessada ao nada em queda livre…certamente eu diria “Eu fui jogada de bang jump”, porque não haveria outro modo de vislumbrar aquela vista entorpecida de adrenalina se eu não fosse arremessada…o mesmo eu diria, a respeito de pára-quedas e todas as coisas que possam envolver ingredientes para “esportes radicais”. Acho interessante a coragem dos que curtem as “lombras  adrenalínicas”, mas neste quesito eu prefiro a comodidade do Nintendo Wii. Óbvio que não é a mesma coisa, mas a gente faz o que pode, né? E tem a imaginação para pregar peças…tem que servir para mais alguma coisa além de causar medos idiotas, oras.

E embora eu morra de medo de “histórias de trancoso”, eu sempre fico até o final das mesmas, ainda que depois eu fique espreitando os “monstros-do-armário”…

Eu tenho medo de pensar  que um dia não existirei mais…nem as pessoas que fizeram diferença em minha vida. Tenho medo de que elas também não existirão. Claro, existem lembranças (físicas e emocionais)…mas eu me refiro a idéia de que um dia simplesmente não existirei mais…e aí, para aonde iria? O Google (Deus contemporâneo…prático, quase confiável e gratuito) certamente tem trilhões de perguntas, respostas, site’s e muito blá blá blá, mas nenhuma certeza, apenas suposições…se for assim, eu também tenho as minhas, oras. Mas, enfim, isso aqui vai enveredar por coisas religiosas e isso está anos-luz de ser minha intenção…

A única certeza que tenho é que nascemos com data de validade e que o monstro-do-armário, não!

[MEDO]

p.s. Recadinho direcionado: Dê, leia o livro e os filmes que eu te indiquei…

p.s.2 Sem inspiração para “p.s.’s”.

Inté!

A única certeza que tenho é que nascemos com data de validade