Antes amaldiçoávamos a prévia do sinal vermelho ao nos depararmos com o intrigante amarelo. Mal sabíamos que as coisas poderiam piorar…não bastam os furtos, assaltos, sequestros (?) na ocasião deste momento de alguns minutos, em que estamos expostos. Aliás estamos em 2010 (eu que em minha infância em “BARBACENA” imaginava que nunca chegaria o ano de 2000!!!) e surgem as novas tendências, uma nova geração de “trabalhadores”, em valores estatísticos eles representam a fatia generosa de “trabalho informal”, pois bem, o fato é que o sinal vermelho tornou-se o alerta não só de ocasiões para ocorrência de pequenos-grandes-crimes, mas também de jovens, crianças, velhos, gestantes, se acotovelarem com o kit: “rodinho+garrafinha de água” arremessando,”gentilmente”, um jato de água nos para-brisas, antes mesmo de termos notado a presença deles, ainda que estejam reluzentes de tão limpo eles simplesmente chegam mais rápido do que depressa, esfregando e puxando a água para todo lado…ainda existem tentativas de sinalizar que não precisa e tals…como indicar o dedo polegar para baixo, ou um simples não, mas…já era.
Eles só pedem um trocadinho para ajudar, mas em algumas situações (aquelas em que não há se quer um trocado na bolsa…) eles fazem caras e bocas e se brincar você pode ter seu carro batizado com alguns desenhos geométricos na pintura. Este ciclo aconteça em absolutamente todos os sinais, imaginem só naquelas extensas avenidas em que há zilhões de sinais? Não importa o horário, nem o dia da semana..eles estão a postos, sempre.
Ok, eu sei que “é melhor do que estarem roubando e tals”, mas existe um limite, não deve ser uma coisa imposta, não deveríamos nos sentir ameaçados por isto também? Já não há riscos suficientes em uma paradinha de poucos minutos no sinal?
Outra colocação pertinente sobre as “novas profissões” refere-se a INEXISTÊNCIA de estacionamentos públicos…rua? pública?. De modo algum, todos os buracos já constam um meliante com uma flanelinha, gesticulando e dando dicas de como fazer uma baliza. Eles ficam “olhando seu carro”, enquanto você aproveita a noite e ao regressar ele anda trocentos quiômetros da “guarita” imaginária em que ele “vigiava” seu veículo e aguarda o pagamento. Eu diria que não é nem remotamente inteligente estar ao lado de uma criatura dessas de madrugada em uma rua deserta, por isso, tenha sempre um trocadinho, ok?
Esse surto de novos empreendimentos os colocam na categoria de “donos da rua“, afinal de contas ser pública é um pré-requisito para a privatização… não?
O meu achismo me diz que deve ser tomada uma providência, mas ele também me informa que este problema também será ignorado até que alguma pessoa bem mais importante do que uma “reles-eu” seja vítima!
Enquato isso, mantenham seus pertences espremidos no assoalho traseiro de seus veículos, além de andarem sempre com o trocadinho para pagamento dos serviços…
Abraços!
Inté!
p.s. Este é o único de hoje.

