Arquivos Mensais:outubro 2009

O amor e o ódio desfilam, desajeitados, em uma corda bamba!

O amor e o ódio desfilam, desajeitados, em uma corda bamba!

Sem legendas!

Era dia. O amarelo quente rompia no horizonte beijando os beirais dos telhados das casas. Todas as cores eram alegres agora, como se derpetassem. Ela sentou na janela de seu quarto, dobrou as pernas junto ao corpo. E permaneceu ali até se sentir novamente aquecida. Estava segura, sobrevivera as suas frustrações, enlouquecera com elas e adormeceu, quando o volume de sua loucura tornou-se apenas um chiado.

Repetiu incontáveis vezes o que ouvira, e não sabia se eram reais ou jorros de ódio. Mas e se os impulsos forem de fato as verdades? Aquilo em que não temos tempo de pesar com nossa razão “dosadora de verdades”? Ela adoraria acreditar que que os impulsos eram apenas insanidades ditas por dizer…ou melhor, para fincar na carne, agredir. Era tão fácil destruir, ela pensou. Era mais fácil SER O PRÓPRIO ÓDIO. Por que?

Eles haviam destruído muitas coisas durante todos esses anos, com uma velocidade maior do que construíam e por esses e tantos motivos, ele sucumbira. O amor, os deixou. Ele não foi embora sem despedidas. Ele foi se esvaíndo, lentamente…se retirando a cada choque, cada pedacinho de tinta da parede que desbotava…ela não saberia ser algo, sem isso.  Não haveria recomeço, eles seriam os mesmos para sempre, era apenas uma questão de tempo para o ódio ser o dono do show. Também não valeria o “replay” daqueles momentos, enlouquecedoramente, dolorosos…

O amor dói. Achou que era piegas demais repetir frases como esta, mas agora sentia o peso dela. E só com isso soube o que significava.  Dói quando ainda temos um fio de esperança para dar certo, mas não podemos tentar e esconder o que somos de fato, por muito tempo. Eles se mostrarão novamente, a farsa não resiste a sede de destruir tudo que se ama. E o que se ama de verdade?

Ela amava viverem as mesmas experiências novas ao mesmo tempo. E amava que ele a acordasse beijando seus “olhos matinais”,  amava sentir saudades porque sabia que isso indicava que eles ainda “eram dois”…isso trouxe uma saudade, como se pudesse ser tudo como antes. Mas ela sabia que não,  porque uma nuvem encobriu suas  saudosas lembranças colocando-se imponente sobre seus motivos para agarrar-se a elas. A razão trouxera a água suja e parecia ter vida,  havia uma satisfação doentia em fazer isso.

Eles colecionaram os  pequenos ódios e carregavam em uma mochila por todo esse tempo e pegaram seus amores esculpidos em papel, velhos, desgastados, com cores tristes, os dobraram em 4 partes  e colocaram em uma gaveta cheirando a guardado e lembranças. Ela sentiu um doce e saudoso aroma (aquele dos  ”primeiros dias do amor”) destacar-se do papel quando o atirou para a gaveta, ele ainda tentava um último argumento…apenas uma lágrima, foi o que ela respondeu.

Ela não ia mais fugir, buscar outras vidas para fugir de sua. Ficaria ali, e sentiria…e deixaria que isso fosse real, enfrentaria…sangrando.

Nem só de amor vive um amor, ela falou em voz alta. E a verdade agrediu seus ouvidos.

“Eles” se foram…

p.s. Não  se trata de uma continuação…[Apenas o começo do fim!].

p.s.2 Seria auto-biográfico?

p.s. 3 Dê, apenas palavras… [adoooooooro vc!]

Abraço a todos…

Contando um conto-Parte I

Contando um conto-Parte I


Freedom?

Ela gostava do tom avermelhado que ficava na parte interior de seus lábios. Também de estar de bem com os fios de seus cabelos, naquele fim de tarde, enquanto saia de casa. Ela não havia sido convidada, embora tenha recusado alguns convites. Apenas se despedia de sua rotina, acomodada em suas costas feito tijolos, para o mundo de possibilidades, onde a regra não é uma boa moça. Vestia quase uma segunda pele de tão suave e leve que se sentia, as bordas de seu vestido dançavam frenéticas, contra a rebeldia do vento. Elas também eram livres.

No trânsito ,olhava as  pessoas a sua volta como se nunca soubesse que de fato existiam, ela esteve sozinha por muito tempo,  voltava a se acostumar com maneiras alheias de ser. As pessoas e suas personalidades, expressas em tons, cabelos, olhares. Há muito não notava a vida que respirava, andava, fazia escolhas, vivia ao redor de sua área de segurança, aquela em que há dizeres “Área restrita. Só pessoas autorizadas!”. Quanta restrição ela havia imposto em sua vida? E qual o preço exato disso? Ela não saberia dizer o que se deixa de ganhar, quando se deixa de viver…

Estacionou em um barzinho animado com um grupo de adolescentes rindo e falando alto, logo na entrada. Todos com mochilas e bolsas abarrotadas de livros  e de sonhos. Aqueles que ela mesma carregou um dia, uma viagem maluca com os amigos guiados apenas pelo espírito de liberdade e diversão, agarrando as oportunidades que surgissem,  sem despertadores mal-humorados pela manhã alertando o início de mais um fluxograma entediante, conhecendo pessoas, lugares, crepúsculos e as cores dos raios de sol em cada lugar…embriaguez, sexo, música, todos vividos intensamente.

Depois disso, uma garota na faculdade, sentando sempre no meio da sala, porque agora era ela assim um “meio-termo” de tudo, nem queria o grupo dos perdedores, nem dos brilhantes, ela queria apenas que aquilo um dia tivesse um final. E que fosse o mais insípido e inodoro, possível. Porque ela não era uma pessoa feliz. E também, nunca pensou que deveria ser, nem como. Achou que havia gastado sua quota de diversão no parágrafo anterior, e que ser responsável, esta palavra que seu pai se orgulhava em erguer sobre ela como um palavrão em seus monólogos de decência e moral, não significava que deveria ser feliz também. Apenas cumprir as regras do jogo, e  dançar o melhor tango possível.

Ela nunca odiou seu pai por ser medíocre, nem por ser uma pessoa tão infeliz. Ela se odiou por ter permitido aprisionar-se em uma pequena caixinha de fósforo e nunca mais ter acendido um cigarro E quem sabe, jogada a fumaça na cara daquele velho, cuspido a indecência que ela sempre foi na cara dele. Ela teria adorado vê-lo inflar feito uma bexiga de aniversário daquelas que as letrinhas de “parabéns” ficam cada vez maiores a medida que o balão cresce. Ela seria este balão, se enchendo com tudo que ele sempre quis que ela fosse e que ela permitiu ser. E ela estouraria e sujaria a decência e a hipocrisia dele, com sua imoralidade pecaminosa…ela certamente iria gargalhar com isso! Como sinto pena de você, ela diria e iria embora para a vida…

Foi bom pensar nisso, ela dizia a si mesma. E tinha um sorriso malicioso, ao tomar nota disso, mentalmente. Ela sorria porque era livre, porque amou um homem que era exatamente como seu falecido pai foi. Um perdedor, que ela permitiu que fosse seu acompanhante na “arquibancada dos reservas”. Aqueles que se limitam a assistirem e fazerem julgamentos, sem nunca vivenciá-los. Ela acendeu um cigarro barato. E adorou a sensação de se intoxicar com o vapor venenoso que inalava…adorava este direito de  não ser o que eles gostariam que ela fosse!

Era apenas uma mulher e sua liberdade.

Por Silmara Dantas

p.s. Quem conta um conto aumenta um ponto?

p.s.2 Um momento de inspiração…sem garantias de sucesso! [Isso parece justo!].

“Minhas férias e eu”

“Minhas férias e eu”

Bem, como alguns já sabiam, eu estou de férias…e isso, chegou em um momento muito oportuno a considerar meu nível de estresse, mas talvez não muito para meu bolso…o qual não permitiu uma grande viagem. Tudo bem, não se pode ter tudo! (mas nem um pouquinho????).

Passei boa tarde do tempo, assistindo filmes e lendo…aluguei alguns (19), e posso citar nomes como: Requiem-for a dream;  Geração prozac;  Em nome do pai;  Assunto de meninas;  Violência gratuita….e alguns outros que não me recordo agora….

Também li Crepúsculo, Lua nova e Eclipse…dei uma parada para ler “Eu sou o mensageiro”, sobre o qual me pego morrendo de rir sozinha na madrugada (desocupada desses dias). Definitivamente, Markus Zusak é fantástico, irônico, engraçado, inteligente….adoro! (Lembra  as coisas do Chicuta!).

Também, dei início a um processo de muita reflexão de minha vida (Eu na crise dos 27! Se é que tem essa!?)…sobre meu presente trabalho, e meu relacionamento de “6 milhões de anos”…sim,também acho muito tempo. E não, ninguém está enrolando ninguém…já não se fazem mais tantas mulheres que anseiam por um convite matrimonial para enfim serem esposas, mães e “felizes para sempre”. Não quero casar agora…não tenho este pensamento, esta maturidade, ok?Acho idiota quando aqueles parentes (“dor de dente”), ficam a indagar as célebres frases “Casa quando???”… eu fico com uma baita vontade de mandar tomarem naquele canto mesmo… esse que eu não devo dizer,  sob pena de passar a imagem de ser desbocada (por isso, eu digo aqui na intimidade de um parênteses: CÚ….E mais, vá tomar no Cú, seu filho da puta…cuida da sua vida, caralho! Prontofalei).

Pois é…se minhas férias não renderam uma viagem à Noronha (Visitar minha amiga, chiquetosa que mora lá…pasmem!!!), pelo menos a piegas frase “uma viagem ao meu interior” promoveu algum consolo…(não é este que você pode estar pensando…maldita malícia…kkkkkkkkk).

Estou rumo a:

- Mestrado (se não sair este ano…no início do próximo, certamente);

- Curso de línguas (de qualidade);

- Lamentavelmente…o fim das férias!!!!!!!!!!!!! :-(

Praia do Jacaré-PB

Felicidades….

Beijomeclica!!!!

p.s. Esse é o único “p.s” de hoje!